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Diogo Divagações – FILIGRANA

3.00

O pormenor é regra suprema da observação. O trato com honra é forma exata de avanço. Filigrana é a junção pormenorizada da observação e absorção quotidiana. Nada se renova sem um fim primeiro e toda a criação surge desse destruir para fazer nascer.
Todo o detalhe concerne em si um propósito e um espelho da existência plena.

O poeta finge que é dor a dor que sente ou sente a dor que fingiu sentir? Por capricho há-de fazer-se valer de si até que não restem mais sopros de coração que o renovem. Por fim resta-lhe aceitar o padecer sabendo à pior que o para lá da vida é o eterno completo de existir, neste momento eterno e efémero por si só.

Filigrana trata de juntar todos os pedacinhos do ser, numa metáfora mais ou menos cintilante, na busca ilusória de uma permanência existencial que nada mais é do que a explosão e o re-situar.

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