Categoria:

Precipício

Sinopse:

O poeta enlouqueceu. Vive cercado pela apatia e negrume que lhe atafulham os
planaltos, os altos relevos sonhadores. Cercou-se de tal negro que nem a aura mais
pacifista o consegue soltar se quando as palavras se agrupam a vontade é só a morte.

Morte conseguida e infalível.

Tencionava viver o mais neutro e cintilante aconchego da sua alma mas esta traiu-o e fugiu para a terra do limbo. Deixou-o entregue ao seu mais que nada. O seu tudo de tristeza peste.
Enriquecido de um sarcasmo que o protege da clarividência, atira-se
confiante ao Precipício, prémio máximo da subtileza de anonimato.

Quer-se apenas ele, um tanto mais; naquela que poderá ser a viagem conseguida na
distância interpelada pela morte que já chegou da sua queda-livre no desatino.

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