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Diogo Divagações

Criação Comunitária

Cinzas, Pó e Mar _ a performance

Residência artística e criação comunitária integrada na Feira do Livro do Funchal.

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Cinzas, Pó e Mar 2.0 corresponde ao aprofundandar da relação entre poesia, escuta, memória e território. Desenvolvido durante uma residência artística na Madeira, o projeto colocou a comunidade no centro do processo criativo através de oficinas, conversas, entrevistas e momentos performativos, fazendo do encontro humano a verdadeira matéria da obra.

Cheguei à Madeira com uma ideia clara do trabalho que pretendia desenvolver. Parti com a consciência de que o projeto se tinha transformado através das pessoas que o habitaram.

Ao longo de dois meses atravessei um processo simultaneamente desafiante e profundamente enriquecedor. Entre momentos de fascínio, dúvida, entusiasmo e frustração, fui descobrindo que esta vida de Cinzas, Pó e Mar integrava as histórias, os lugares e as vozes encontradas na ilha.

A residência permitiu construir relações com diferentes comunidades, instituições e criadores. Cada encontro acrescentou uma camada ao projeto e fez crescer uma reflexão sobre identidade, pertença e memória coletiva.

Desaguou numa performance mas este percurso confirmou uma convicção que atravessa todo o meu trabalho artístico: criar em comunidade implica disponibilidade para escutar antes de falar e aceitar que uma obra pode ser transformada pelas pessoas que a vivem.

Regresso desta experiência com a certeza de que o território não é um lugar geográfico. É um conjunto de pessoas, afetos, histórias e memórias que continuam a existir dentro da obra muito depois da sua apresentação.

Funchal

Durante a residência realizaram-se oficinas de escrita e criação artística abertas à comunidade, complementadas por encontros de leitura, conversas e processos de recolha de memória oral que alimentaram diretamente a construção da performance.

O processo desenvolveu-se através de oficinas de escrita, entrevistas, recolha de testemunhos, encontros informais, apresentações públicas e momentos performativos realizados em diferentes espaços da ilha.

Durante a residência foram estabelecidas colaborações com artistas, agentes culturais e habitantes locais, permitindo que a criação evoluísse continuamente a partir das experiências partilhadas.

A investigação artística privilegiou metodologias participativas, fazendo da escuta e da relação direta com a comunidade o principal motor da criação.

A residência consolidou uma nova etapa do universo artístico de Cinzas, Pó e Mar, reforçando a dimensão comunitária da obra e aprofundando metodologias de criação participativa.

O projeto promoveu encontros intergeracionais, valorizou memórias locais e fortaleceu redes de colaboração artística na Madeira, deixando novas possibilidades de continuidade futura.

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  • Município do Funchal
  • Feira do Livro do Funchal
  • Contigo Teatro
  • Casa do Povo do Monte
  • Escola Normal Superior da Madeira

Fotografia e Vídeo 
Oscar Silva